Olá! Me chamo Luís e você? Seja muito bem vindo, aqui neste singelo espaço, você encontrará várias histórias e lendas, antigas e atuais da nossa bela Laguna





Foto: Elvis Palma | A tradição da pesca artesanal (Molhes da Barra)

20 de fevereiro de 2017

Algumas palavras antes de continuar...

Oi, tudo bem? Daqui a algum tempo, aproximadamente 130 dias, o As Mil e Uma Histórias de Laguna, entrará no seu quarto ano de atividades. E preciso dizer algumas palavras antes de publicar as próximas histórias aqui no blog.

Como você, amigo leitor, amiga leitora, deve ter percebido, ando meio sumido, melhor dizendo, muito. Ainda sou estudante, quando cheguei aqui estava na metade do sétimo ano, aprendendo sobre os árabes (até por isso, tive o insight com o título das famosas “Mil e Uma Noites”) e agora recém entrei no segundo ano do ensino médio. Meu foco sempre serão os estudos e o blog continuará sendo o mais prazeroso hobby que tenho. Quando iniciei o projeto “Mil e Uma Histórias”, tencionava chegar aos cinco anos de atividades com pelo menos cem artigos já publicados, mas, prestes a alcançar esta marca, não editei nem um quarto de textos do pretendido.

Laguna é uma cidade que é mais história que cidade. Em cada praça, cada esquina, tem uma lembrança, uma memória. Não é a toa que o centro lagunense é considerado um verdadeiro museu à céu aberto. Construções de taipa e pilão mesclam-se com as técnicas e estilos de arquitetura que foram surgindo conforme a pequena vila de Brito Peixoto foi aumentando o seu tamanho.

Caminhar pela Laguna é respirar história, é ver a história diante dos nossos olhos. Esse espírito me motivou a criar este espaço. Fugir do roteiro tradicional, não dizer só que Laguna foi fundada em 1676, que a República Catarinense ocorreu em 1839 ou mostrar que Anita nasceu aqui em 1821. Queria e continuo querendo falar da história “deles e delas”, com suas lendas, fatos, memórias, mostrando que a memória histórica lagunense vai além do costumeiro, ou seja, ela tem mais personagens, mais acontecimentos, ocorrendo ou não, nas mesma data, no mesmo ano, talvez com intervalo de um ou dois séculos.

É, parecia fácil, tenho que admitir. Mas depois de começar com o projeto, pude compreender como é difícil fazer pesquisas históricas. Mesmo alimentando pouco a pouco o blog, mantive sempre o contato no facebook, embora depois de três anos publicando quase que diariamente álbuns inteiros ou fotos pouco a pouco, tive de começar a frear um pouco para ir garantindo material.

E por isso, tenho que fazer uma auto-crítica, deixei este espaço um pouco de lado, assumi muitas responsabilidades, como o Grêmio Estudantil e o extinto InfoSaul, jornal que montei junto com uma equipe de amigos no Saul Ulysséa (minha escola), ambos consumiram o meu tempo, não me arrependo, foram e continuam sendo experiências gratificantes. O fato de estudar no período vespertino em partes também. O arrependimento vêm por que deixei meu hobby, que é falar da nossa amada Laguna, de lado. Mas consegui após muito planejamento elaborar uma programação que me permite alimentar e produzir artigos novos, textos mais curtos, com mais imagens, entre outros. Esse “puxão de orelha”, sempre me foi feito por uma das maiores incentivadoras do projeto, a professora Andréa Matos Pereira, hoje tenho que reconhecer que ela estava certa.

Enquanto não atualizei, sempre estive escrevendo ou rascunhando artigos. Se eu pudesse divulgar toda a relação das postagens que estão em rascunho ou em draft, como preferir, teria de ficar escrevendo “algumas palavras” até alcançar a última página do Aurélio. Uma breve biografia de um certo gaúcho alegre que tinha saudades da Laguna, um tal de Pedro Raymundo, está sendo escrita, falta só consertar alguns detalhes aqui e ali. Aliás, permitam-me uma pausa para agradecer ao escritor são-borjense Israel Lopes, pelo seu livro “Pedro Raymundo e o Canto Monarca” (recomendo a leitura) e também ao historiador Antônio Machado pela sua dissertação “Pedro Raymundo e o avivamento de sua memória”, que são as bases fundamentais da minha pesquisa.

Outro que ainda espero que saia do papel, digo do rascunho, e já está inclusive, praticamente pronta, é sobre o jornal A Voz da Laguna, que, quando circulou por estas ruas históricas, imprimiu além de notícias a sua marca. Editado por Richard Calil Bullos, o saudoso Chachá, a publicação pôde se orgulhar de ser o único semanário manuscrito do nosso Estado, a época, teria existido um outro jornal no mesmo estilo perdido pelo Brasil (estou correndo para confirmar isso). Aqui, fica um obrigado para Jacqueline Ainsemann, filha de Chachá, para Valmir Guedes Júnior (do Blog do Valmir, não tem?), pela atenção em responder algumas perguntinhas sobre a época de produção do periódico e para o dr. Juaci Ungaretti, pelo seu valioso acervo de jornais antigos cedidos gentilmente a este jovem lagunense.

No Facebook, a página que alcança mais de 1800 curtidas e aumentando, vem recebendo muitos comentários, faço um esforço para ler todos e responder, alguns foram feitos há muito, muito tempo mesmo, lá no início da fan-page, me surpreendo achando uma mensagem perdida aqui e ali. Cada lembrança que aparece no meio das publicações do blog, me fazem imaginar aqueles tempos. Quando vejo as fotos já imagino, quando leio as memórias dos leitores então.

***
Um corte rápido no raciocínio, como muitos devem estar acompanhando através de minha divulgação nas redes sociais, fui contemplado com a participação na Global Young Leaders Conference (Conferência Global de Jovens Líderes), nos Estados Unidos, em nome da minha escola, Saul Ulysséa, como representante do Brasil no evento que conta com estudantes de mais de 145 países. Estou na luta para arrecadar os fundos necessários para viabilizar a viagem, paralelo à essa luta, estarei fiel ao esquema montado que edifiquei para não mais deixar o blog parado. Em tempo: o custo desta ida é muito alto, toda a ajuda está sendo muito bem-vinda, para maiores informações acesse esta página.

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Nesse meio tempo que o blog permaneceu em período sem alimentação, não deixei em momento algum de produzir. Versões condensadas ou na íntegra de textos aqui editados foram publicados no Jornal de Laguna e no Notisul, de Tubarão, como por exemplo os Fatos de Laguna, a história da vinda da TV Eldorado para cá e o registro da Festa de São Sebastião da Barranceira. Além da referência para outras matérias como as que falam sobre o aniversário da Rádio Difusora de Laguna, quando completou 70 (publicado pela sua antiga irmã, a Eldorado, de Criciúma) e 71 anos (editado no JL).

Por falar na mídia falada, os Fatos de Laguna e a história da Festa de São Sebastião, são exemplos de alguns textos que tive o prazer de ouvir serem lidos na Difusora, através do programa Rádio Revista, o primeiro lido durante uma semana de maneira salteada por Batista Cruz (agosto, 2016), e o segundo, por Sousa Júnior (o conhecido Dão), que naquele dia (janeiro, 2015), excepcionalmente estava cobrindo a licença do titular da atração.

Retornando rapidamente para a mídia impressa, o blog como já visto no Clipping na página inicial, já foi tema de reportagens do Jornal de Laguna, Folha Lagunense e no Diário do Sul, e, mais recentemente O Correio, de Laguna. O acervo fotográfico compartilhado tanto aqui, quanto em nossa página, já foi utilizado pelo JL (coluna “Parece que foi ontem”), DS (coluna “Túnel do Tempo”) e também numa matéria sobre as quatro (isso mesmo, quatro!) pontes da Cabeçuda, produzida por Marco Antônio Mendes, exibida no “Jornal do Almoço” (RBS TV).

Também me aventurei na escrita de opinião, editando um artigo para o Jornal de Laguna, sobre a situação dos botos pescadores, que protagonizam uma simbiose mui bela com os pescadores de nossa cidade. A repercussão foi acompanhada na mídia radiofônica lagunense através do Jornal da Garibaldi e do Transnotícias, com comentários de Onildo Corrêa e Paulo Cereja, ampliando ainda mais o tom da crítica ao estado lamentável que os nossos amiguinhos se encontram.

Aproveitei também para corrigir muitos erros aqui no site como páginas fora do ar ou histórias publicadas com erros, algumas ainda estou a espera para atualizar, mas outras já estão praticamente prontas para ir ao ar, só faltam pequenos alguns detalhes como confirmação de dados. Um exemplo é A Vingação da Thereza, o texto, publicado em 2013, apresentava algumas incongruências, e a nova atualização vem para sanar esses pequeninos detalhes, mas só preciso finalizar uma pesquisa para certificar de estar tudo “nos trinques”.

***
Acho que estas são as “algumas palavras” que tinha para dizer. Quero deixar aqui um agradecimento muito enorme a todos os leitores e leitoras pelos muitos comentários, as mais de 1800 curtidas, 25 mil visualizações, inúmeros compartilhamentos, etc. Um muito obrigado mais que especial à minha família, amigos e professores, pelo apoio, por opiniões sobre vários textos aqui publicados e por muitos e muitos livros emprestados (que muito auxiliaram este projeto).

Continue aqui, novidades virão, novas histórias chegarão, você é sempre bem vindo, a casa é sua.

AMEUHL - RESGATANDO A HISTÓRIA LAGUNENSE

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