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Foto: Elvis Palma | A tradição da pesca artesanal (Molhes da Barra)

29 de julho de 2016

340 anos... 340 fatos de Laguna

Docas em cartão postal. Ca. 1910 (editado pelo autor)
Laguna, a histórica terra de Anitas e Jerônimos, completa, hoje (29 de julho), o seu 340º aniversário. Seguindo a onda das redes sociais, o Blog As Mil e Uma Histórias de Laguna, enquanto está com as histórias no forno, aproveita para listar 340 fatos de Laguna, são curiosidades, fatos históricos, e y otras cositas más. Boa leitura.


  1. “Minha Laguna...”, a canção poética de Osmar Cook foi adotada como Hino da Cidade em 1975.
  2. O Albor, foi um dos mais longevos jornais lagunenses, circulou entre setembro de 1901 e janeiro de 1965. Registrando em suas páginas, os fatos e a história de Laguna e do sul catarinense. Era dirigido por Antônio Bessa.
  3. Terceira mais antiga povoação catarinense, depois de São Francisco do Sul e de Florianópolis.
  4. Quem bebe da água da Carioca, sempre volta. É o que diz nosso ditado.
  5. Mengálvio Figueiró, lagunense, campeão da Mundial no Santos de Pelé, em 1962, foi revelado no Barriga-Verde.
  6. A Difusora de Laguna, surgiu em 1943, como um serviço de alto falantes. Só em 1945, virou rádio.
  7. A primeira bandeira da cidade era listrada, com 22 faixas tricolores (verde, amarelo e branco).
  8. Das construções mais antigas do município, somente o Farol foi construído com óleo de baleia.
  9. Willy Stracke foi o primeiro “chauffeur” de veículos de Laguna.
  10. Foi a empresa Glória, que fez a primeira rota intermunicipal de ônibus Laguna-Imbituba
  11. O primeiro jornal do Estado, O Catharinense, feito pelo lagunense Jerônimo Coelho, era vendido em Laguna.
  12. Chachá ou Xaxá, era o apelido pela qual ficou conhecido o artista plástico e jornalista Richard Callil Bulos, um carioca que adotou Laguna no coração. Ele nos deixou há quase dez anos.
  13. Fazem quatro anos que um filho de Laguna nos deixou, o piloto e campeão de Motocross, João Marronzinho Jr.
  14. 14 anos tinha Anita, quando, por imposição materna, teve que se casar com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar.
  15. A mais antiga escola a funcionar no município é o Colégio Stella Maris, inaugurado em 03 de maio de 1911.
  16. Na mesma data em 1860, surgia a banda cívica mais antiga em atividade, a Sociedade Musical União dos Artistas
  17. Outra que se mantém em atividade é a S.M. Carlos Gomes, que executou seus acordes iniciais a 08 de abril de 1882.
  18. O Pyrilampo foi o primeiro jornal lagunense, era impresso em Desterro e circulou em 1º de setembro de 1864.
  19. Nos anos 60, já haviam antenas e televisores na cidade. O sinal que chegava era da TV Piratini, de Porto Alegre, mais tarde também veio o da TV Gaúcha.
  20. O futebol na Laguna, segundo registros mais antigos teria iniciado em 1909, com um time chamado “American”
  21. A Tarde e A Cidade, são os pioneiros jornais a circularem diariamente na Laguna. Aquele de 1914, este de 1925.
  22. A primeira família a se instalar no Farol, foi a do “seo” Eliziário Patrício, segundo ele na época, “tudo era mato”.
  23. O Cometa Halley, quando passou em 1910, foi registrado e, documentado pel’O Albor.
  24. Clito Antônio de Araújo, lagunense, explodiu uma granada e matou 44 inimigos na II Guerra, ele morreu junto.
  25. O bravo filho desta terra, foi homenageado com uma estátua na Praça dos Expedicionários, pouco depois do Centro.
  26. No prédio que abriga, hoje, a Funerária Santo Antônio, há cinquenta anos era a sede do Cine Roma.
  27. O primeiro Mercado Público, foi construído em 1898, e destruído em 1937, por causa de um incêndio.
  28. Um caixeiro-viajante trouxe a primeira imagem de São Sebastião para a comunidade da Barranceira, 1884.
  29. O primeiro aparelho de cinematógrafo, apareceu em 1900 na Laguna. O primeiro cinema pouco tempo depois.
  30. A primeira sessão do Cine Mussi, teve casa cheia, exibindo “A Valsa do Imperador”, os donos suspenderam os ingressos.
  31. Velhos trilhos férreos eram usados como “sinos” na primitiva capela de Nossa Senhora Auxiliadora, no Progresso.
  32. Na história dos transportes, dois aeroportos foram construídos: um no Mar Grosso (1943) e um na Praia do Sol (1982).
  33. Flamengo e Barriga-Verde, foram os mais importes times lagunenses durante a era de ouro do futebol de Laguna.
  34. Os trabalhos da Igreja Batista, nesta cidade iniciaram em 1930, com apoio do templo de Rio do Sul.
  35. A primeira viagem de trem entre Laguna e Imbituba ocorreu em 1882, mas a ferrovia só se inaugurou em 1884.
  36. O telefone chegou em 1916, com a criação de uma empresa fundada por empresários lagunenses. 
  37. O Jardim Calheiros da Graça foi construído em 1910, como tentativa de “aformosear” o Campo do Manejo.
  38. O museu Anita Garibaldi foi criado em 1939, como Museu Lagunense. Só em 17 de abril de 1947 recebeu o nome atual.
  39. 38 pracinhas, foi o número de lagunenses que se alistaram na II Guerra Mundial, dentre eles, Clito Antônio.
  40. Bola Preta e Bola Branca eram os principais cordões carnavalescos de Laguna.
  41. O Teatro Sete de Setembro, foi o pioneiro no gênero, mais tarde virou Cine Central. 
  42. Roseta e Areais, viraram em 1967, o bairro Progresso. Particularmente, assim como os mais antigos, prefiro Roseta.
  43. O Santelmo, de curta duração, foi uma revista lagunense mensal cuja capa vinha sempre ilustrada.
  44. Ismael Ulysséa, médico formado no Rio, foi um dos primeiros a seguirem a doutrina espírita na Laguna.
  45. Em 2003, a Rede Globo sediou as gravações do reality show “O Jogo”, em Laguna.
  46. Onde hoje está o Ginásio de Esportes e a UDESC, existia há 50 anos, dois estádios de futebol.
  47. No ano de 1916, os lagunenses inconformados incendiaram a estação ferroviária da cidade.
  48. Somente quatro chefes de Estado vieram a Laguna. Os imperadores D. Pedro I e II e os presidentes Lula e Dilma.
  49. Jesuíno Lamego da Costa, foi ministro de Guerra, Senador, Almirante e Barão. Lagunense, nasceu em 1906.
  50. Doutor Gil Ungaretti, foi um dos primeiros a exercerem a profissão de cirurgião-dentista na cidade. 71 era seu telefone.
  51. O Rock Laguna surgiu em 1988 e durou três edições.
  52. Ulysséa, é uma das mais tradicionais famílias de Laguna. São parte desse varão Ismael, Saul, Ruben, Rogério...
  53. Foi capital de Estado Independente, sob o nome de Cidade Juliana, sediava o poder da República Catharinense.
  54. Gravatá, Siri e Manelome, são três praias lagunenses nativas com pouca ou nenhuma ação humana significativa.
  55. Durante a sua existência, o Ginásio Lagunense, antecessor do CEAL, recebia alunos até da região serrana.
  56. No início do século passado, o bairro Barbacena era chamado de “Cruz”.
  57. Dizem que o nome do bairro Caputera, deriva da expressão "Cair por Terra".
  58. José Johanny era lagunense, foi um dos grandes nomes da imprensa catarinense no século passado
  59. Cruz e Souza, poeta barriga-verde, chegou a ser nomeado promotor público em Laguna. O povo recusou.
  60. Antes de Domingos de Brito Peixoto, outros navegadores haviam passado por aqui, porém o vicentista foi o que fundou póvoa.
  61. Desde 1985, o Centro Histórico é tombado nacionalmente (Iphan). São mais de 600 casas protegidas;
  62. A Igreja Matriz originalmente era de estilo toscano e não possuía as duas torres atuais.
  63. O hospital foi fundado em 1855, com o nome de São Francisco de Assis.
  64. A Rádio Garibaldi entrou no ar em 1959, mas oficialmente só estreou em 1962.
  65. A segunda imagem de Santo Antônio, foi encontrada nas areias de uma praia de Laguna. Por muito tempo chamaram o padroeiro de “das Areias”.
  66. Em 1930, Laguna passou a integrar a rede da extinta Companhia Telefônica Catharinense, conectada à Florianópolis.
  67. A Transamérica Hits Laguna foi a pioneira na faixa de Frequência Modulada. Foi fundada em 2009, no dial 103.1.
  68. No ano de 1982 foi fundado o Laguna Esporte Clube, ou LEC, com a proposta de unir as forças do futebol de Laguna.
  69. O Módulo Esportivo, formalmente Estádio Municipal João Batista W. Moraes, foi inaugurado no mesmo ano.
  70. O Boto Flipper, golfinho capturado em 1984 no Molhes, por força da justiça foi libertado e trazido para cá em 1993.
  71. Esse ano completam-se setenta anos desde a publicação das Coisas Velhas, um dos livros de Saul Ulysséa.
  72. Vinte quatro anos após a sua fundação, o Hospital assumiu a denominação atual.
  73. Em 1912, os carregadores de água da Carioca, cruzaram os braços e a população ficou sem a (deliciosa) fresca água.
  74. No ano de 1979, um presente – maldito – de grego encalhou na Praia do Gi, era o navio Malteza S.
  75. Cem anos antes, o prédio do Hospital, este pertence à entidade, começava a ser erguido.
  76. No ano de 1916, haviam pouco mais de uma dezena de casas com a maravilha da energia “electrica”.
  77. Os primeiros calçamentos eram feitos com conchas extraídas dos Sambaquis de Laguna, e com outros tipos de pedras.
  78. Pedro Raymundo, era imauriense de nascimento, gaúcho de coração, cantor e sanfoneiro, nos deixou a valsa Saudades de Laguna. Lembrança dos tempos em que aqui morou.
  79. A primeira escola de escoteiros lagunense foi formada em 1917, por iniciativa de René Rollin.
  80. O atual Mercado Público, está em reformas há mais de dois anos, o prédio foi inaugurado em 1957, no lugar do antigo.
  81. Critur e São José eram as opções de transporte por ônibus quando o homem chegou à Lua, em 1969.
  82. Mengálvio, chegou a ser convocado para a Seleção Canarinho.
  83. A pesca é uma das mais antigas tradições da cidade.
  84. Nos Molhes, ocorre um espetáculo: podemos ser testemunha de uma relação secular de amizade entre boto e pescador.
  85. Onde hoje está situado a sede lagunense dos Supermercados Angeloni, havia uma estação ferroviária. Era assim em 1950.
  86. Defronte ao mesmo prédio há, ainda, os escritos ornamentais do escritório do extinto “Correio do Sul”, jornal lagunense que circulou entre 1932 e 1955.
  87. O sorvete caseiro da Miscelânea, era delicioso. Pelo menos é o que dizem, eu nunca cheguei a prová-lo.
  88. Há quase meio século, ou até mais, a Família Bacha cultua uma tradição: fotografar.
  89. O Clube Congresso Lagunense, surgiu em 1889, reunindo outros clubes sociais lagunenses, incluindo o Blondin, que se separou tempos depois.
  90. Até os idos dos anos 1990, era possível ver um mastro do Malteza S rasgando as ondas do Gi.
  91. 91 metros era o tamanho do “Si Brodin”, navio sueco, que foi o maior a aportar no antigo porto da cidade em 29.02.1948.
  92. De maneira artesanal, e deliciosa, Arno Gruner, criou uma fábrica de “gasosas” que ficaram famosas na cidade.
  93. 93 anos fazem que a Capitania de Laguna foi elevada à categoria de Agência. Desde 1993, atua como Delegacia da Capitania dos Portos de Laguna.
  94. Pouco depois dali, no Gi, registram que há um século, se reuniam algumas pessoas para rituais místicos.
  95. Havia nas Pontas das Pedras, uma fábrica de arroz. Só as ruínas restaram.
  96. 96 anos tinha o dr. Paulo Carneiro, quando nos deixou em 1993. Mineiro de Ubá, foi comendador, médico do Hospital de Caridade e prefeito, em três oportunidades, desta cidade. 
  97. O Laguna participou, em 1987, da segunda divisão do Campeonato Catarinense. 
  98. Os desfiles carnavalescos de antigamente, lá no início do século passado, eram adornados com carros-mutáveis.
  99. “Menos tinta. Mais Pastisa”, era o slogan da fabricante de pastilhas cerâmica fundada em 1979. Hoje extinta.
  100. Há cem anos, no lugar em que hoje está o Largo do Rosário, havia a igreja de N. S. do Rosário, construída com sufoco pelos escravos lagunenses. A construção nunca foi terminada, começou no século XIX e não sobreviveu nem ao meio século XX.
  101. Anita Garibaldi, teve, em Laguna, como primeira homenagem uma Sociedade Recreativa, fundada em 1889.
  102. Na praia do Gi, encontra-se a famosa, misteriosa e intrigante Pedra do Frade.
  103. Um italiano queria levar o histórico Seival, que estava encalhado. Laguna disse não e, ateou fogo à carcaça do barco.
  104. Do esqueleto de madeira consumida pelo fogo, nasceu uma figueira que foi “transplantada” para o Jardim, em 1922.
  105. A banda Ave de Rapina, alcançou sucesso nos idos dos anos 1980. Um clipe da banda chegou a ser exibido na MTV. Ouça aqui: Sons, Baladas e Blues.
  106. Onde hoje está situado a filial do Banco do Brasil, havia um palacete mui belo. Era assim em 1955.
  107. Antes do LEC, houve um outro Laguna, este “Sport Club”, fundado em 1919. De vida curta.
  108. Nos esportes, um nome forte nas competições foi o do Clube Náutico Almirante Lamego.
  109. O saudoso prefeito Giocondo Tasso, foi um dos mais duradouros no cargo, ocupou a cadeira de 1933 até 1945.
  110. Foi dele a iniciativa de construir o Monumento ao Trabalhador, nos anos 1940.
  111. Por falar em monumentos, o primeiro em homenagem à Anita apareceu em 1939, era um pequeno obelisco.
  112. A cidade participou, em 1978, da gincana televisiva “Cidade x Cidade”, do animador Silvio Santos. Audiência total, pelo menos por aqui.
  113. A construção da Igreja Matriz se iniciou em 1696. Histórica, já passou por várias reformas, a mais recente em 2005.
  114. O projeto da ponte Anita Garibaldi, foi apresentado em 2007. Mas a obra só saiu do papel a partir de 2012.
  115. Inaugurada em julho do ano passado, a obra foi a primeira a ser estaiada em curva no sul do Brasil.
  116. O Molhes da Barra, começou a ser construído em 1900.
  117. No mesmo ano (1900), se publicou a primeira foto num jornal. A proeza foi d’O Futuro, o retratado foi o Cel. Costa Carneiro.
  118. Defronte à atual escola Nininha Guedes, no bairro Barbacena, onde só sobraram as plataformas, havia a estação ferroviária da Bifurcação.
  119. A primeira locutora no rádio lagunense foi Ivone Rosa da Silva. Ela foi contratada em 1954, pela Difusora. A iniciativa partiu do diretor Agilmar Machado.
  120. A Loja Fraternidade Lagunense, fundada em 1903, é a terceira mais antiga da maçonaria catarinense na esfera da Grande Loja.
  121. “Ad Meriediem Brasilian Dvxi”, é o lema do brasão. A tradução diz “Para o Sul levei o Brasil”.
  122. O Graf Zeppelin, alguns afirmam, passou pela Laguna.
  123. No mesmo dia em que esta lista está sendo publicada, proclamava-se, em 1839, a República Catharinense.
  124. A primeira vez que se tomou água refrigerada (gelada artificialmente) na Laguna, foi no navio Max, em 1897.
  125. Há setenta anos, havia páreos de cavalo no Mar Grosso.
  126. Prestes a ser demolido, o prédio da escola Ana Gondin, tem a mesma idade que a instituição: 81 anos.
  127. Por falar em escolas, o Saul Ulysséa, na Cabeçuda, está a uma década de completar o seu centenário. Fundada em 1925.
  128. Júlio Barreto, lagunense que dá nome a uma rua, foi musicista, é dele a letra do Hino do C.N.R. Almirante Lamego.
  129. O brasão de Laguna foi desenhado em 1932, por Afonso d'Escragnolle Taunay.
  130. Dentre os desenhos do escudo, há referências à lagoa, ao padroeiro e às famílias fundadoras, além da proteção de um soldado barriga-verde e de um bandeirante.
  131. Um registro de 1884, mostra que já haviam núcleos espíritas ou kardecistas em Laguna.
  132. Capital Histórica de Santa Catarina, era assim que o saudoso João Manoel Vicente, chamava Laguna no seu Show do Rádio.
  133. Quando chegava fevereiro, as águas eram enfeitadas, os navios embandeirados. Era a festa de N.S. dos Navegantes.
  134. O carnaval envolvia toda a cidade. A festa começava em dezembro, e durava até o último minuto antes de começar as cinzas.
  135. A Casa de Anita, a Igreja e o Museu, são as mais antigas construções de Laguna. 
  136. Francisco de Brito Peixoto, filho do fundador, quando morreu, pediu para ser enterrado no altar da Matriz.
  137. Da primitiva imagem sacra de Santo Antônio dos Anjos, só a cabeça resistiu ao tempo - e ao enterro.
  138. O viaduto das Laranjeiras, da Estrada de Ferro, começou a ser construído em 1881 e foi concluído em 1884.
  139. A Estátua de N.S. da Glória foi inaugurada em maio de 1953, pelo prefeito Walmor de Oliveira. O monumento foi projetado pelo casal Alfredo e Elsa Faccio Itaege
  140. O Coral Santo Antônio dos Anjos, foi fundado em 1949. Já excursionaram e até gravaram um LP.
  141. O nome original da AM 1270, seria Rádio Anita Garibaldi. Mas, o saudoso João Manoel Vicente, disse que a cidade já tinha “muito Anita”. Assim ficou só Rádio Garibaldi.
  142. O primeiro prefixo da Difusora foi ZYH-6 e o da Garibaldi, ZYT-45.
  143. Balneário, era o nome do hotel que Paulo Callil instalou no Mar Grosso, na década de 1960.
  144. O Laguna Tourist Hotel, começou a ser erguido na década de 1950, sob o comando do Comendador Santos Guglielmi
  145. O grandioso empreendimento só seria inaugurado na véspera do natal de 1972. Presente de Papai Noel para os Turistas.
  146. Até 1978, o Terminal Rodoviário se localizava no Centro Histórico.
  147. Laguna também sentiu as águas de 1974, tão logo elas se estabilizaram, abriu os braços para acolher seus vizinhos.
  148. A escola Jerônimo Coelho, tinha educação dividida. Meninos num prédio, meninas noutro.
  149. Há 149 anos, no dia 02 de janeiro, era inaugurado a linha de telégrafo elétrico ligando Desterro (Florianópolis) à Laguna.
  150. O imponente Farol de Santa Marta, foi solenemente inaugurado, às 17h06min, no dia 11 de junho de 1891.
  151. É de 1862, o registro mais antigo de uma roda de samba. O local, foi no Mar Grosso.
  152. Um filho lagunense, Luiz Paulo dos Reis (Pepinha), jogava futebol, até fez teste no Metropol (Criciúma), mas voltou.
  153. O Café Tupy, era apenas mais um café, depois evoluiu e passou a atuar como restaurante. Nos tempos áureos, tinha bilhar.
  154. Há um século, havia a esquina do ABC, por conta dos empreendimentos do seo Accácio. seo Américo, seo Bessa (Bem-Bem) e o seo Candemil.
  155. Vasquinho, Estudantes, Turma da Esquina do Paulista (T.E.P.), são nome de times amadores que outrora existiram.
  156. A concorrência entre os "Bolas", era tanta que ambos tentavam furar os projetos deles. O Albor é testemunha, até "Disco Voador", apareceu em 1957.
  157. Já faz quase uma década que Edite, a popular "Pandorga", nos deixou.
  158. Ainda sobre o padroeiro, a denominação "dos Anjos", é exclusivamente lagunense.
  159. No Magalhães, registram, existia a fábrica do café "Salete". 
  160. Da mesma marca, no Angeloni, era possível comprar cafezinho moído na hora.
  161. Nos registros mais antigos - antigos, mesmo - Laguna aparece como "do M'Byacá" e "dos Patos".
  162. Na época destes registros, o fundador Domingos de Brito Peixoto, já planejava colonizar estas terras da Laguna de los Patos.
  163. Saint Hilaire, viajante francês, passou por aqui em 1820, deixou algumas impressões no livro "Viagem à Província de Santa Catharina".
  164. Se não estiver errado, em 1976, Zuleida Maurício Rosa foi eleita a primeira vereadora. O partido era o MDB e a votação foi de 290 votos.
  165. O Clube Blondin, em seus primórdios, nasceu com o objetivo de ser um clube "gymnastico".
  166. Aliás, o nome da agremiação é uma homenagem ao equilibrista francês Charles Blondin.
  167. Osvaldo Rodrigues Cabral, famoso historiador catarinense, nasceu em Laguna no ano de 1902.
  168. No século passado, o fórum de Laguna e a cadeia ocupavam o mesmo prédio (hoje o edifício situa o paço municipal). 
  169. A cadeia municipal também já esteve situada noutro prédio, abaixo da Câmara Municipal (hoje, Museu Anita Garibaldi). Isso lá nos idos de 1800 e muitos anos.
  170. Laguna, antes de ser fundada, já estava no mapa. Em 1494, foi assinado entre Portugal e Espanha, o Tratado de Tordesilhas. A linha do documento finda, aqui como o ponto sulista extremo.
  171. O mesmo prelo (prensa) que imprimiu O Catharinense, em 1831, foi comprado em 1878 por Prezalindo Lery Santos dono d'O Municipio, segundo jornal de Laguna, mas o primeiro a ser impresso aqui.
  172. Antes de ser Terminal Pesqueiro, o Porto da cidade era carvoeiro, foi assim até os anos 60.
  173. A primeira escola da Fundação Bradesco, e a única, em Santa Catarina, é a de Laguna, construída em 1974. Quem trouxe o educandário para essa cidade foi o filho lagunense Collombo Machado Salles, à época governador catarinense.
  174. Na inauguração de um bar no Mar Grosso, a luz faltou. A solução foi iluminar com velas, resultado? Um cliente satirizou o clima do local, da brincadeira dele nasceu o "Bar Necrotério".
  175. Na Cabeçuda também há outra ponte, essa a mais polêmica, a Henrique Lage, rodoferroviária, começou a ser construída nos anos 1930, inicialmente para atender a demanda da Ferrovia, mais tarde o desenho foi alterado para atender o tráfego de veículos.
  176. Sambaquis de Laguna, hoje reduzidos, em tempos áureos alcançaram mais de vinte metros de altura. O da Carniça (foto) que o diga.
    Sambaqui da Carniça por volta do ano de 1950. (Fonte: Livro: Laguna, memória histórica / Foto Bacha).
  177. Aliás é nesses grandes montes de concha, que encontramos os registros dos nossos antepassados pré-históricos, que viveram aqui há mais de 5000 anos.
  178. Não se fala em Brinca Quem Pode, sem citar a família Reis, ou os Baeta, como também são conhecidos. A tradição carnavalesca, lá, corre no sangue.
  179. Dizem que o nome do Bairro Cabeçuda, provém de um sambaqui que, quando observado do outro lado da lagoa, tinha o formato de uma cabeça.
  180. A figueira do Seival, aquela que brotou em 1922, está até hoje, resistindo como pode, no Jardim Calheiros da Graça. É a Árvore de Anita.
  181. Como promessa de campanha de Celso Ramos, eleito governador em 1964, foi construída a nova sede do Ginásio Lagunense, que agora se transformaria no Conjunto Educacional Almirante Lamego.
  182. Outra escola, a Iracy Virgínia Rodrigues, de Barranceira, completou esse ano 81 anos de história.
  183. Das culturas que moldaram as tradições lagunenses, sem dúvida, a influência açoriana é uma das mais fortes. No Distrito do Ribeirão por exemplo, até hoje se cultivam esses costumes, como o boi de mamão.
  184. Por falar nos açorianos, os primeiros chegaram aqui em nos anos de 1700 e seguintes. 
  185. A Fonte da Carioca, foi erguida em 1863 e ampliada no ano de 1906. Até hoje a água é fresquinha e deliciosa.
  186. Da mesma fonte, uma tubulação - redescoberta recentemente - levava a água fresca para um chafariz que havia defronte ao antigo Mercado Público, o que pegou fogo.
  187. No Mercado, já havia há noventa anos as famosas bancas de peixe, onde se vendiam todos os pescados da cidade.
  188. No Sambaqui da Cabeçuda, próximo à Ponte Anita Garibaldi, é possível encontrar as chamadas "oficinas líticas", onde se produziam as ferramentas cotidianas.
  189. Nos tempos antigos, o leite consumido pelos moradores vinha da Madre. O produto vinha trazido por canoas no Centro e era entregue por leiteiros.
  190. Por decreto municipal, a árvore representativa de Laguna é o butiá, cujo fruto é abundando em algumas áreas da cidade, como na deserta praia do Gravatá.
  191. Laguna, desde o dia 20 deste mês, passou a ser considerada como a Capital Nacional dos Botos.
  192. Júlio Bergler foi o dono do primeiro carro à pisar, digo rodar, nestas ruas. O ano era 1915.
  193. Por falar em motoristas, um documento de 1933, registra que a primeira "chauffeur" feminina foi Córa Magalhães Rocha, lagunense, recebeu a carteira nº 103, no ano de 1937.
  194. Aurélio Rótolo, foi um dos pioneiros médicos nesta cidade a realizar exames de radiografia (raio X). Seu equipamento foi arrendado e posteriormente adquirido pelo Hospital de Caridade Bom Senhor Jesus dos Passos.
  195. Aliás, a entidade hospitalar chegou a ser fechada em 1871, por falta de recursos e de médicos. As portas se reabririam um ano depois, 1872. Entre maio e agosto de 1877, o hospital fechou novamente.
  196. A Gripe Espanhola, que se alastrou pelo mundo, atingiu Laguna. Mais de três mil casos e 180 mortes registrados.
  197. A atual bandeira lagunense tricolor de três faixas, foi instituída no governo do saudoso Saul Ulysséa Baião no início da década de 1970.
  198. Chachá lançou vários durante a sua vida, mas um deles temos que registrar. Em outubro de 1981, de maneira artesanal e manuscrita, publicou A Voz da Laguna, que durou dois anos, sendo encampado pel'O Renovador.
  199. A questão é polêmica, mas a justiça já reconheceu, em 1999, que Laguna é, de fato, a cidade natal de Anita Garibaldi. Nasceu em 30 de agosto de 1821 e faleceu em Mandríole (Itália) no dia 04 de agosto de 1839.
  200. Esse ano, na abertura da temporada da Tainha foram pescados, em lance histórico, 40 toneladas. Dizem, que há muito tempo não se via um lanço como o daquele dia 07 de maio de 2016.
  201. O CERES (Centro de Educação Superior da Região Sul), da UDESC, instalado ao lado do atual Ginásio de Esportes, chegou aqui em 2006.
  202. Em 1993, as lagoas municipais foram declaradas como Santuário Ecológico dos Botos Pescadores. E desde 1997, os nossos amiguinhos são considerados patrimônio municipal.
  203. Nos anos 40, a Transportes Aéreos Catarinenses (TAC), mantinha linha de hidroavião aqui na cidade. O pouso era na Lagoa Santo Antônio dos Anjos.
  204. Há quarenta anos, a matinê de domingo era no Mussi ou no Roma. 
  205. O Laboratório de Línguas, do CEAL, criado nos anos 80 foi um dos pioneiros no estado.
  206. É programa de carnaval curtir a festa num dos maiores blocos de rua do sul do Brasil. O Bloco da Pracinha, que desde 1978, se reúne no Magalhães.
  207. Desde 1922, a Associação Comercial e Industrial de Laguna, atua nesta cidade. A ACIL ultimamente atua sob o nome de Associação Empresarial de Laguna, mas mantém a sigla histórica.
  208. O Relógio da Matriz foi adquirido, com esforço, nos idos dos anos 30.
  209. Foi nesse mesmo mês que há 177 anos, os farrapos tomaram Laguna. E que aqui nasceu o romance entre Giuseppe Garibaldi e a jovem Aninha de Jesus Ribeiro.
  210. No mesmo dia em que se comemora a proclamação da República brasileira, ocorria em 1839, a batalha naval de Laguna que culminou na reincorporação da “República Catharinense”, ao território do Império do Brasil.
  211. Na primeira festa do Rosário, ainda em tempos da escravidão no Brasil, em 1836, foram eleitos como rei da festa Francisco Vaga (alforriado) e como rainha Josefa (escrava de José Lourenço).
  212. A grandiosa estátua de Anita Garibaldi, defronte ao museu, foi inaugurada em 1964. O monumento foi produzido para servir de túmulo aos restos mortais, contudo isso não foi possível realizar.
  213. A Sociedade Recreativa União Operária, fundado por afrodescendentes, surgiu em fevereiro de 1903.
  214. Outros afrodescendentes, fundariam, no mesmo mês em 1906, o extinto Clube Literário Cruz & Souza.
  215. A administração municipal mostrava sinais de organização, em 1893, nessa época foi promulgado o Código de Posturas de Laguna. O documento registravas as condutas corretas para os moradores lagunenses.
  216. O Mar Grosso, até poucos anos atrás possuía um calçadão, cuja construção datava de mais de quarenta anos.
  217. No mesmo local, há quase cem anos havia apenas areia da praia e mar. Conforme o mar recuou, a praia aumentou.
  218. O Casino de Sevilla, se apresentou, no Clube Blondin em 1954. O espetáculo foi transmitido ao-vivo pela Difusora de Laguna.
  219. Atualmente Laguna conta com quatro rádios: Garibaldi (AM 1270), Difusora (AM 1160), Vitória (FM 89,7) e Transamérica (FM 103,1).
  220. Na mídia impressa, é representada pelo Jornal de Laguna (1995), O Correio (1995), O Pharol (1997), A Verdade (2009), O Malagueta (2010) e mais recentemente Jornal da Ilha - este com publicação direcionada para a região do Farol.
  221. Em 1986, quem solicitasse a ajuda da Guarnição Especial de Polícia Militar era atendido por estes soldados (foto).
    Guarnição da Polícia Militar em 1986. (Fonte: Nas Páginas da História - Jornal Diário do Sul, Tubarão)
  222. Inspirada nas águas do Tubarão, Carmela Gross, artista paulistana, executou em 2001 a obra “Fronteira Fonte Foz”, no Mar Grosso, que resultou num mosaico até hoje existente - mas até quando?
  223. O Viaduto da Estrada de Ferro, quase teve a sua construção parada. O motivo? Comerciantes queriam que a obra tivesse vão-móvel para a passagem de embarcações, os engenheiros eram contras. O governo decretou vitória dos comerciários.
  224. Nos anos 80, o chafariz do Jardim, era iluminado com luzes coloridas.
  225. Nos anos 60, muitos bailes foram animados pelo antigo Conjunto Melódico Ravena.
  226. Um outro conjunto, o “do Central”, era quem animava a esperava dos filmes no Cinema Central, quando estes ainda eram preto-e-branco e mudos.
  227. O Palacete Polydoro Santiago, erguido em 1904 e hoje restaurado, foi ocupado em 1934, pelos militares do Exército, para servir de base de vigilância. Eram tempos revolucionários aqueles.
  228. Hoje em dia, o local é utilizado pelo Asilo Santa Isabel, que detém a posse do imóvel desde os anos 80.
  229. Dizem que a filha ilustre lagunense foi enterrada sete vezes. Um pouco da terra do último sepultamento, em Mandríole (Itália), encontra-se guardada na Casa de Anita.
  230. No mesmo ano em que Aninha nasceu, um crime dividiu opiniões na cidade. O juiz ordinário Luiz Martins Collaço desaparecera em 21 de agosto, pouco tempo depois seu corpo amanheceu flutuando na lagoa. 
  231. Defronte a Antiga Rodoviária, havia, um posto de gasolina, na foto que ilustra esse item, a bandeira era da Esso.
    Centro Histórico por volta de 1967, à esquerda está o Posto Esso. (Foto Bacha Laguna).
  232. Já fazem setenta anos que o Rotary Clube de Laguna foi fundado. Era o dia 20 de abril de 1946.
  233. A Casa de Anita, relicário, foi transformada assim em 1975.
  234. Nesta casa, erguida em 1711, Anita Garibaldi teria se arrumado para seu primeiro casamento.
  235. Wolfgang Ludwig Rau, foi o maior historiador sobre Anita Garibaldi, reuniu um primoroso acervo sobre a heroína. Hoje, esses materiais estão sob a posse da Udesc, mas até pouco atrás estavam expostos na Casa Pinto d'Ulysséa.
  236. A Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio dos Anjos já tem 263 anos, foi fundada em 1753.
  237. A Comarca de Laguna, completa neste ano o seu 160º aniversário de instalação.
  238. Sarita, Siri, Bocanegra, eram algumas das marcas dos cigarros produzidos pela Euzébio Nunes & Cia, uma fábrica lagunense que teve pouca duração. 
  239. No Magalhães, escondida, atrás do Condomínio Santa Camila, existe uma gruta de pedras (Toca da Camila), onde há uma fonte natural de água cristalina. 
  240. Antes da estátua de Nossa Senhora, no Morro da Glória, havia naquele local um mastro sinalizador (conhecido como “Pau de Sinal”), que fazia a comunicação entre Porto, Capitania, Armadores e Navios.
  241. Sentapua, é outra banda lagunense que caminha para o sucesso. Surgida em 1984, é deles duas canções "Carisma" e "Sou da Terra de Anita". Ouça a primeira aqui e a segunda aqui.
  242. Já fazem quase vinte anos que o Laguna Moto Clube organiza o Moto Laguna, no verão. E faz cinco, da versão de inverno.
  243. A primeira Semana Cultural foi realizada há 35 anos, em 1981.
  244. No sambaqui da Cabeçuda, na década de 1950, Luís de Castro Faria, escavou e dali retirou cerca de duzentas ossadas.
  245. Máquina Sete, alguns ainda lembram, era uma pequena locomotiva, que levava os funcionários até o Porto e circulava pelo Centro.
  246. Aliás, até a década de 1970, quem andasse pelo Centro encontraria os trilhos da ferrovia.
  247. Em abril de 2007, um sambaqui “brotou” numa casa no Morro do Peralta. Lá havia uma sambaqui, a ossada foi retirada emergencialmente por técnicos do Grupep/Unisul.
  248. Ainda hoje se lava roupa nos Ribeirões (Pequeno e Grande), da Laguna, é uma tradição antiga. Dizem lá que a roupa fica mais clara na água corrente, do que na máquina de lavar. É verdade?
  249. Até pouco tempo havia um espetáculo teatral ao ar livre que falava sobre Anita Garibaldi e sobre aqueles dias de julho de 1839. Era “A Tomada de Laguna” pouco depois “A República em Laguna”.
  250. O Pe. João Alfredo Rohr, que chegou a ser diretor do Colégio Catarinense, foi um dos mais entusiastas arqueólogos do sul do brasil. Gaúcho, chegou a escavar e a escrever sobre Laguna (A Pré-História de Laguna, 1976). Graças a ele é que em 1961, se proibiu a exploração comercial dos Sambaquis.
  251. Um filho de Laguna, atuou como conselheiro de Sua Majestade. Era Manuel José de Sousa França que aqui nasceu em 1780.
  252. Por falar em esqueletos humanos, durante as obras da Ferrovia, entre 1880 e 1884, algumas ossadas foram encontradas nas escavações. 
  253. O sambaqui da Cabeçuda, sofreu o seu desmantelamento nas obras das duas primeiras pontes do bairro, para ser utilizado como aterro.
  254. Colombo Machado Sales, quando jovem foi assistir um filme no Central, numa cena o bandido estava ganhando do mocinho, quando ele se revoltou e pegou um revólver para dar um tiro no malfeitor. Porém, outro que estava na plateia foi mais rápido e atirou.
  255. O Monumento do Trabalhador, erguido nos anos 40, foi construído com pedras rosas cortadas, milimetricamente, do Iró.
  256. No Cine Central, os filmes em preto-e-branco, eram mergulhados em corantes para ganhar uma “corzinha”: azul para a noite, âmbar para o dia e às vezes, o verde para cenas de suspense e mistério.
  257. A energia elétrica da cidade, nos tempos em que ela chegou era gerada a partir da Usina localizada, onde, há planos futuros de se montar o Museu do Tordesilhas.
  258. No prédio onde hoje está situada a Clínica Laguna, funcionava há oitenta anos o Banco Nacional do Comércio. O edifício foi construído pela casa financeira.
  259. Há muito tempo, onde hoje está a loja do Ki-Lojão, havia um restaurante chamado Pigalle.
  260. A juventude se reunia, há um certo tempo, na lanchonete “Sorvetão”, onde hoje está localizado o Hotel Flipper.
  261. Quando o casco do Malteza S, estourou liberando a sua carga na água do mar, a praia do Mar Grosso e do Gi ficaram cheias de milho e óleo diesel. Tem gente que diz que ficou com o pé preto do “piche”.
  262. Soraia Rocha é outra filha ilustre lagunense. Ela foi campeã mundial de bodyboard.
  263. Na escola do Ribeirão Pequeno, as crianças entravam no livro ABC, hoje equivalente ao pré-escolar. Quem sabia ler era colocado na turma “A”, quem não sabia ia para a “B”. Curiosidade, o colégio não tinha muitas cadeiras, então a segunda turma tinha que sentar no chão.
  264. Quem passa pela Farmácia Plantão, na XV de Novembro, não imagina que ali funcionou, no início do século XX, o Cine Saturno.
  265. Desde os anos 50 uma balsa faz a ligação entre a Ilha e o Centro da Cidade, na foto a travessia de um ônibus da Santo Anjo.
    Travessia da balsa, em destaque o ônibus da Empresa Santo Anjo da Guarda. (Foto Arquivo deste blog).
  266. Naquela localidade, tão logo saem da balsa, o visitante é recepcionado pela cordialidade dos moradores e atraído pela culinária local dos restaurantes que lá existem.
  267. Nos idos dos anos 90, apareceu um caminhão de som, o Contempo, na praça da Matriz, mais tarde veio um trio elétrico. Mas a Praça era pouca para tanta gente, resultado? Foi para o Mar Grosso, de onde até hoje se faz a concentração dos blocos de carnaval com esses trios.
  268. Há certo tempo havia no Mar Grosso, uma pista de bicicross (BMX).
  269. Julião queria se casar com Aninha, fez promessa ao padroeiro, que se ela se casasse com ele, daria à Igreja, o que recebesse do seu primeiro lanço de tainha. A jovem aceitou o casório, e ao pescador restou dar o dinheiro da promessa. Um comprador ofereceu 200 mil réis, e Julião, talvez tenha se arrependido. São as histórias que o povo conta, principalmente o doutor Márcio.
  270. Laguna recebe também a visita de baleias, sendo um atrativo turístico na baixa temporada.
  271. Ainda hoje a Bandeira do Divino é recebida com festa nas casas, durante as Festas do Divino.
  272. O Arquivo Público Municipal está instalado na Casa Candemil, uma residência histórica que por pouco não ruiu. Em 1985, o Iphan restaurou a construção que estava por um fio.
  273. Outra residência, essa que está sendo restaurada agora é o Casarão dos Mussi, erguido nas primeiras décadas do século XX.
  274. O fogo olímpico (Tocha Olímpica), passou no dia 10 de julho, desse ano pela cidade.
  275. Há 65 anos, outro fogo, esse simbólico, passou por aqui vindo de Porto-Alegre.
  276. Muitos engenhos de farinha e açúcar funcionavam ao longo da região rural lagunense. 
  277. Me dói falar isso, mas a coleção do “já teve”, coleciona fábricas de cerveja, arroz, velas, fogos de artifício, cal, e muitas outras a lista é grande.
  278. Se ainda estivesse sendo realizada, a Corrida de São Silvelho estaria hoje na sua 21ª Edição. O evento começou a ser realizado em 1995, nos moldes da São Silvestre, disputada em São Paulo.
  279. Durante muitos anos, era um costume, tirar foto dos pequenos nas Cadeirinhas do seo Ibrahim Bacha.
  280. Das escolas de Samba que brilham na Laguna: Os Democratas, a Xavante, Brinca Quem Pode, Vila Isabel, Mocidade Independente
  281. E das que brilharam: Mangueira, Os Bem Amados, Amigos da Onça, Acadêmicos do Magalhães, Unidos da Esperança, Portela e Roseclair.
  282. Falando no Carnaval, os desfiles tradicionalmente aconteciam no Centro, até o Sambódromo ser inaugurado em 2007.
  283. Se formos traçar uma evolução do mapa catarinense, poderemos ver cidades, hoje independentes, que outrora foram póvoas de Laguna. Araranguá, Tubarão, Imaruí, Imbituba e mais recentemente Pescaria Brava, são exemplos das vilas que viraram municípios.
  284. O Bloko Rosa, uma das potências do carnaval de blocos, surgiu num domingo de 1998. Quem diria que um pequeno carrinho cor-de-rosa arrastaria tanta gente.
  285. Alguns contam que esta cidade era visitada por bruxas, ou que elas moravam aqui, principalmente na Carniça. Mas são histórias que o povo conta.
  286. Dizem que é tradição quem caminhar no Mar Grosso, no verão, ao chegar no Molhes tem que tocar o pé nas pedras e depois dar meia-volta. Essa foi a professora Andréa quem contou.
  287. Lá nos idos dos anos 80 e 90, essa o Professor Fabrício me contou, nos terreiros da Dona Paula e da Dona Bela, as crianças de vários pontos de Laguna, corriam para pegar saquinhos com doces e guloseimas, no dia de São Cosme e Damião.
  288. Quem quer se casar, ou achar o pretendente, deve, na virada do dia 12 para o dia 13, bater na porta de Santo Antônio, para ter sorte.
  289. Pioneira, a afrodescendente Júlia Chrispina Nascimento organizou em sua casa, no ano de 1903, uma escola (Escola Mixta Particular, grafia de época), para os menos afortunados. Faleceu em 1947.
  290. Sua filha Arminda Nascimento, seguiu a mãe no comando da escola. Conhecida por Dona Mimi, ela manteve o funcionamento até 1969, quando se aposentou das salas de aula.
  291. O Centro Social Urbano, hoje às traças, já teve dias melhores, de festas, de eventos, até creche o local já recebeu (essa minha tia Andresa contou).
  292. Quem passasse por onde hoje é a UDESC, encontraria há 30 anos, o Colégio Comercial Lagunense (CCL).
  293. As palmeiras do Jardim Calheiros da Graça, da classe imperial, foram transportadas do Rio de Janeiro.
  294. Por anos, Jacinto Tasso (italiano de Longaroni, Belluno), foi agente do consulado da Itália na região, estabelecendo-se aqui em Laguna, onde morreu em 1947.
  295. Extinto em 1997, o Lloyd Brasileiro (leia-se Loide), manteve durante anos uma agência aqui na cidade.
  296. Defronte ao Centro Administrativo, há o Marco do Tordesilhas, um monumento simbólico para lembrar do tratado homônimo, inaugurado em 1975, com a presença de diplomatas de Portugal e da Espanha.
  297. Quando faleceu em 1886, o Comendador José Inácio da Rocha, deixou em testamento uma casa para que o poder municipal inaugurasse uma escola para os meninos da cidade. Hoje, após tantas andanças, a escola que leva o nome do saudoso lagunense continua ensinando meninos e meninas lá no Progresso.
  298. Já faz quase vinte anos que as bandas “PH7” e “Juízo Final”, lançaram o CD “Axé Laguna 98”.
  299. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Laguna, atua desde 1972 na cidade.
  300. No tricentenário da cidade, decidiu-se escolher o dia 29 de julho para ser o do “aniversário”, homenageando assim a República Catarinense ao mesmo tempo.
  301. Aliás, a data de fundação de Laguna é algo que a história não preservou, nas muitas teorias, o historiador lagunense Oswaldo R. Cabral, apontou para o dia 02 de outubro, pois esse é o dia dos anjos da guarda e, que esse seria o motivo para o “dos anjos” no nome de Santo Antônio.
  302. Nos tempos em que se disputavam regatas náuticas, além do Almirante Lamego, Laguna contava com o C.N. Lauro Carneiro.
  303. Na coleção do “Já Teve”, há um bom tempo, a Prefeitura Municipal, organizou as Olímpiadas Escolares, entre as escolas do município.
  304. Tem quem diga que camarão se pegava à beira da Lagoa, com a mão. É, era assim, pelo menos é o que dizem.
  305. Desde 2004, aqui atua a Fundação Hermon, mantendo um centro de ensino que proporciona aulas de reforço escolar e outras atividades, em contra turno para crianças e adolescentes.
  306. Foi em 1912, que a Irmandade de N.S. dos Navegantes construiu a antiga capela em honra à padroeira dos marinheiros.
  307. Já no ano de 1979, o novo templo foi inaugurado e continua ainda de pé, recebendo os fiéis.
  308. Já fazem quatorze anos que o projeto do Laguna Internacional foi lançado em 1º de fevereiro de 2002. Recentemente nas obras da Avenida João Marronzinho Jr., o pórtico simbólico do local foi demolido.
  309. Dentre as publicações surgidas no final do século XIX e início do século XX, uma delas era exclusivamente dedicada às mulheres. O jornal “O Jasmim” teve vida curta, com a primeira edição circulando em 1901.
  310. Em 26 de abril de 1882, Laguna e Tubarão foram conectadas por meio de um telégrafo elétrico.
  311. Foi há quinze anos, que em 31 de agosto a Unisul – unidade lagunense – formou a primeira turma do curso de turismo
  312. Por meio de um “gemellaggio”, Laguna e Ravena (Itália) são cidades-irmãs desde 2002.
  313. Amantes da literatura, o grupo lagunense “Carrossel das Letras”, já publicou diversos títulos. Em 2011 a formação do grupo era: Dulce Claudino, Flavio Goulart Barreto, J. Machado, Márcio Rodriques, Jacqueline Aisenman, Mª de Fátima Barreto Michels, Maria Heloísa Fernandes e Regina Ramos dos Santos.
  314. Laguna possui três cemitérios no entorno do centro, o da Glória, o da Irmandade de Santo Antônio e da Cruz. No primeiro, há ainda o túmulo, sofrendo as marcas do tempo, do lagunense Polydoro Olavo Santiago.
  315. Utilizando bambu, o pesquisador lagunense Galdino Santana de Limas, desenvolveu um método de purificar a água, usando as experiências adquiridas na infância.
  316. O Barriga-Verde tinha como mascote um “Periquito-Verde”, o time lagunense participou, como convidado, do Campeonato Catarinense em 1942.
  317. Recentemente durante algumas obras no Centro Histórico, foram descobertos calçamentos do estilo “pé-de-moleque”, do século XIX, isso em março deste ano. Até o achado, não se tinha registros da existência daquele modelo de pavimento.
  318. Já não existem mais, uma doença matou, mas há um tempo foram instaladas aqui Fazendas de Camarão.
  319. Francisco de Brito Peixoto foi organizador de expedições para os Campos de Viamão. Em 1725, ele queria partir para chefiar mais uma, mas o povo da então Vila de Laguna, ameaçou prendê-lo se ele tentasse sair. O filho do fundador e capitão-mor da póvoa teve que ficar.
  320. Aqui há um tempero especial que dizem ser o “melhor do mundo”, maionese de camarão. Olha eu ainda não provei, mas a voz do povo é a voz de Deus, não é verdade?
  321. A residência de Joaquim José Pinto D’Ulysséa, ao lado da Fonte da Carioca, existe desde 1867. Segundo registros foi a primeira a possuir água encanada e foi construída com estilo de uma quinta portuguesa.
  322. “O Renovador” se declarava como um “órgão em defesa das causas da Laguna”. Existiu entre 1979 e 1994, substituído desde 1995 pelo “Jornal de Laguna”, que já conta vinte e um anos de idade.
  323. Mesma idade compartilha “O Correio”, de Paulo Sérgio Silva, este completa o aniversário junto com a cidade.
  324. Logo mais também passaremos a contar com a Associação Lagunense de Pais e Amigos dos Surdos, a ALPAS, que se inaugura, oficialmente, hoje.
  325. Até o ano de 2010, a Água da Carioca era armazenada em tanques de mármore, contudo, com as novas regras sanitárias, os reservatórios foram desativados.
  326. Tamanho foi o fluxo de turistas que vieram para ver o “Malteza S” encalhado, que um pedágio foi organizado, com renda revertida para a construção da Capela Santa Terezinha no Mar Grosso.
  327. O Sino do Museu Anita Garibaldi, é proveniente da Igreja do Rosário, demolida nos anos 30.
  328. Nos tempos em que os candidatos a presidente rodavam o Brasil, Adhemar de Barros (PSP) e Juarez Távora (UDN), fizeram comícios em Laguna, no ano de 1955.
  329. Fazem quase dez anos que a Central Única das Favelas, criou núcleo na cidade. Hoje a CUFA Laguna, realiza projetos sociais por todo o município.
  330. Historiador e professor, Ruben Ulysséa, se vivo fosse contaria hoje com 114 anos. Nos deixou em 1981, mas sua obra permanece, dentre as quais as crônicas reunidas em “Laguna: memória histórica”, publicado em 2004.
  331. Dos jornais que aqui circularam merece registro o semanário “Sul do Estado”, de Pompílio Pereira Bento, que existiu entre os anos de 1930 e 1960.
  332. As “Casas Pernambucanas”, já tiveram filial em Laguna. Aqui eram vendidos os tecidos da marca “Olho”, sucesso da companhia.
  333. “Alô! Telefonista, ligue-me...”. Antes das centrais automática, telefone na Laguna tinha que passar pelas telefonistas.
  334. Já não existe mais o Hotel Rio Branco, que há muito hospedara visitantes no Centro.
  335. Também é história o “Farol Hotel”, este que hospedou egípcios quando do encalhe do “Malteza S”, em 1979.
  336. Já fazem dezessete anos que o Shopping / Centro Administrativo Tordesilhas, foi inaugurado.
  337. Quando faleceu em 1973, Pedro Raymundo, deixou como último desejo que a sanfona que o acompanhara durante a vida fosse exposta no Museu Anita Garibaldi. 
  338. Laguna possui dezesseis, belas, praias ao longo da sua faixa litorânea, desde o Itapirubá à Prainha do Farol.
  339. A antiga Rodoviária, no Centro, demolida em 1989, havia sido construída em 1945, na gestão de Giocondo Tasso.
  340. 340 anos é a idade que Laguna completa hoje. Parabéns, Laguna Amada! 
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Para finalizar esta homenagem à Laguna, deixo para o deleite, essa obra prima produzida pela Buzz Drone. É a beleza lagunense em sua forma mais esplêndida:

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Agradecimentos

Mais do que especial às professoras Andréa Matos Pereira, Jéssica Martins e Meire Villa, à minha tia Andresa Miranda Elias Abreu, ao Professor Fabrício Santos, à equipe do Jornal de Laguna (Márcio e Letícia) e ao doutor (e também botafoguense) Márcio Rodrigues, pelas opiniões, sugestões, e pelas lembranças de alguns fatos e locais que muito contribuíram para esta lista. Muito Obrigado. 

Fontes 

Base Eletrônica de Dados
ABREU, Luís Claudio Joaquim. Arquivo de Publicações. In: Blog As Mil e Uma Histórias de Laguna. Disponível em <asmileumahistoriaslaguna.blogspot.com>. Acesso em 20 jul, 2016.
ABREU, Luís Claudio Joaquim. Arquivo de Publicações. In: Fan-Page do Blog As Mil e Uma Histórias de Laguna. Disponível em <facebook.com/asmileumahistoriasdelaguna>. Acesso em 20 jul, 2016.
MAREGA, Antônio Carlos. O bandeirante Vicentista Domingos de Brito Peixoto. O Baú do Marega. Disponível em <hbaudomarega.wordpress.com/2012/05/28/o-bandeirante-vicentista-domingos-de-brito-peixoto-3/> acesso em 24 jul, 2016.
MÁRCIO FLÁVIO. Carnaval de Laguna. Minha Laguna. Disponível em <minhalaguna.blogspot.com.br/2010/02/carnaval-de-laguna.html>. Acesso em 23 jul, 2016.
LAGUNISTA. Diversas Páginas. Disponível em <http://web.archive.org/web/20110726143724/http://www.lagunista.com/>. Acesso em 20 jul, 2016. Cópia arquivada de site extinto, no  "Internet Web Archive">
PREFEITURA MUNICIPAL DE LAGUNA. Diversas Páginas. Arquivo de Matérias. Disponível em <laguna.sc.gov.br>, acesso em 23 jul, 2016.

Livros
CARNEIRO, Márcio Matos. Datas Históricas de Laguna. Laguna: IOESC, 2003.
LOPES, Israel. Pedro Raymundo e o Canto Monarca. Porto Alegre: Letra e Vida, 2013.
OLIVEIRA, Laércio Vitorino de Jesus (org.). Memória: um patrimônio irrenunciável: Comunidades do Distrito de Ribeirão Pequeno da Laguna. Palhoça: Unisul, 2010
POZZO, Renata Rogowski. O Cinema na Cidade: uma cartografia das antigas salas de cinema de rua de Laguna - SC. Florianópolis: DIOESC, 2016.
RODRIGUES, Márcio. Antônio dos Botos. Laguna, 2009.
ULYSSÉA, Ruben. Laguna: memória histórica. Brasília: Letra Ativa, 2004.

Jornais
O ALBOR. Laguna: Typographia de O Albor. Edições de 1901, 1911, 1912, 1916, 1920 a 1925, 1933, 1939, 1957 e 1964. Arquivo Disponível na Biblioteca Pública do Estado (Florianópolis) e Casa Candemil (Laguna).
JORNAL DE LAGUNA. Laguna: Parque Gráfico Maurício Sirotsky Sobrinho. Edição de 2012 a 2016. Arquivo disponível no site <jornaldelaguna.com.br>, acesso em 25 de jul de 2016.

Documentos Oficiais
LAGUNA. Decreto nº 267, de 11 de março de 1993. Constitui as lagoas do município no Santuário Ecológico dos Botos (Golfinhos).
LAGUNA. Lei Ordinária nº 32, de 03 de setembro de 1975. Adota o Hino da Laguna. 
LAGUNA. Lei Ordinária nº 521, de 10 de novembro de 1997. Os habitantes de Laguna, na qualidade de cidadãos, declaram os botos (golfinhos) da Lagoa Santo Antônio dos Anjos da Laguna, patrimônio do município.
LAGUNA. Lei Ordinária nº 1121, de 30 de novembro de 2005. Institui a Árvore Butiá, como árvore representativa do meio ambiente, do município de Laguna e dá outras providências. 

Fontes Perdidas
Muito dos dados que relacionei aqui, foram extraídos de sites sobre Laguna, que hoje infelizmente não existem mais, e não pude recuperar as páginas deles em web archive, infelizmente não poderei referenciá-los por enquanto.

4 comentários:

  1. Na realidade, com pesquisas encetadas nas últimas décadas, Laguna, com os antigos nomes de MBya, pela localidade fundada por jesuítas espanhóis com guaranis catequizados desde 1550, e Alagoa, em mapas holandeses de 1611, torna-se a mais antiga localidade/povoação de Santa Catarina, e os Teixeira apenas ratificando o domínio português, já que até ali o espaço da região de Laguna até a região do Sacramento era de intensa movimentação de espanhóis. É INTERESSANTE QUE OS PESQUISADORES/HISTORIADORES DE LAGUNA SE MEXAM QUANTO A ISSO, PARA RATIFICAR A VERDADE HISTÓRICA. SÃO FRANCISCO DO SUL, ALIÁS, RECEBEU UNS ESTRANGEIROS POR ALGUNS DIAS, DEPOIS FICOU SEM NINGUÉM POR LÁ MAIS DE 150 ANOS E É CONSIDERADA A MAIS ANTIGA? COMO??? Isso é historinha e preguiça de mexer com a História dos interessados. Eu, por meu lado, estou construindo uma história da Ponta da Barra de Laguna, e já estou colocando estas novas informações sobre a região.

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    1. Ronaldo, tudo bem? A questão sobre a data de fundação da cidade de Laguna e das outras de origem vicentina pelo Brasil vai muito longe, cada historiador defende o seu ponto de vista. O mais comum para Laguna é 1676, quando Brito Peixoto aqui chegou, a data se perdeu, por festividade escolheu-se 29 de julho, mas já li outros anos: 1682, 1686, 1864. A título de curiosidade pelos idos do fim do século XIX e início do XX, se contava o aniversário lagunense a partir de 1720, acredita?

      Sobre o M'Byaçá, existem alguns trabalhos que colocam essa região onde hoje fica Vila Nova, lá em Imbituba. A questão se consideramos ou não o ponto histórico onde se fez a primeira pegada de um navegador ou bandeirante como sendo a nossa "fundação", teria de ser discutido com a sociedade e ser reunido um dossiê imenso com as provas para se realizar isso.

      Você citou São Francisco do Sul, o município nortenho comemora a passagem do francês Binot Palmier de Gonneville por lá, mas segundo a resenha histórica do IBGE sobre aquela cidade a fundação foi em 1647 (lá grafado como 1847), sendo que o "pelourinho", os casarios populares foram erguidos em 1649 e a Igreja Matriz pouquíssimo tempo depois. A capital catarinense comemorava seu aniversário em março com a contagem iniciando a partir da independência de Desterro da nossa Laguna em 1726, mas recentemente passou-se a considerar o ano de 1673. Aliás essa ideia de mudar o aniversário de Florianópolis era defendida pelo saudoso lagunense Norberto Ulysséa.

      A idade de um município, o aniversário a ser comemorado é algo que não pode ser escolhido como a data de 29 de julho, o nosso comemora-se em 1676, por assim haver fontes como as petições de 1720 (não tenho certeza do ano) do filho do fundador, Francisco de Brito Peixoto, então capitão-mor lagunense, onde contava a história da vila por seu pai fundada, dizendo ter saído da "villa de Santos em [mil] seiscentos e setenta e seis".

      Existe ou existiu uma proposição na Câmara Municipal para mudar a data do nosso "níver", mas será que vale realmente a pena alterar esse aniversário? Laguna, tem seu prédio mais antigo datando de 1696, que é a Igreja Matriz, erguida por seu fundador e terminada séculos depois pelas gerações lagunenses. Não há mais as marcas dos que teriam passado antes de Brito Peixoto, aliás, se formos mudar algo, que retornemos o aniversário para 1494 com a instituição do Tratado de Tordesilhas, ou para os nativos que deixaram sambaquis por toda a cidade.

      Vamos aguardar os capítulos dessa enorme história, abraços.

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  2. Boa tarde... Que maravilha, adorei as suas explanações... Continuem assim por favor, pois realmente é muitíssimo interessante... Muito obrigado...

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    1. Norton, seja bem vindo ao Blog. Obrigado pelas palavras, volte sempre é um prazer tê-lo aqui em nosso espaço, e pode deixar, continuarei publicando.

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