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Foto: Elvis Palma | A tradição da pesca artesanal (Molhes da Barra)

20 de julho de 2013

02 - Centro Histórico: Memória Viva

Na segunda história conheça um pouco do Centro Histórico:
(Será atualizado em breve)


Centro em 2009 (Ubirajara Buddin Cruz)
Você, certamente vai ao centro comprar roupas, equipamentos... Vai né?
Sabe que as lojas que ali estão, ocupam casas históricas?
Você já se encontrou nos anos 60/70, para ver um filme no Cine Mussi, com seus amigos ou sua amada?
Já pegou um ônibus da Critur, Alvorada, Santo Anjo da Guarda, Lagunatur, Zanattatur, São Cristóvão, ou para os mais nostálgicos Viação Glória, lá na antiga Rodoviária.
Sei que você já parou no mercado público, para comprar os pescados da terra de Anita.

São histórias do centro que você conhece um pouco mais agora:


Em 1949. (Acervo do Sr. Dalmo Mendes Faísca)
O 'Berço' da cidade de Laguna, começou a ser erguido nos primeiros dias da então Vila de Santo Antônio. As primeiras construções eram de pau-a-pique, e que aos poucos foram substituídas por construções de adobe, tijolo rústico e pedra. Nos anos que se seguiram já no século XVIII, o centro, ganha as primeiras casas comerciais, um telégrafo é instalado, as docas construídas, o porto inaugurado e o mercado público erguido pela primeira vez.

Mais se contar cada pessoa que passou no centro, cada estabelecimento ou local, dava para escrever um livro, mais umas pessoas que passaram no centro em 1839, fizeram histórias, estou falando de Ana Maria de Jesus Ribeiro e Giuseppe Garibaldi, que juntos lutaram para que o Brasil se livrasse do império, instalando aqui à República Catharinense¹ 
tendo como capital à Cidade Juliana (Laguna). Ainda em Novembro do mesmo ano, Laguna, foi tomada pelo império novamente.
(Reprodução: JustSmiles.nl)
No século XX (1900 - 2000), o Centro passa pelas maiores transformações, em 1910, é instalado num dos casarões históricos o primeiro jornal de Laguna (e foi um dos mais antigos do estado): O Albor, o jornal coloca como placa identificadora uma marca em caixa alta de seu nome no topo do casario, e ficou certamente marcado, na minha, na sua, na nossa memória (Momento Téo José da Band).  Já no fim dos anos 70 (eu sei, você se lembrou dos bailes discotecas, né!)Em 'nome do progresso', são demolidas dois casarios antigos, um na praça Juliana e outro na rua do Teatro Mussi, que deram lugar aos prédios do Banco do Brasil S.A e Caixa Econômica Federal S.A, ainda no fim dos anos 70, precisamente em 1977, são tombados por decreto municipal, a maior parte do centro histórico, na época o decreto tombou quase 450 edificações, anos depois o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN, tombou todo o centro histórico (600 edificações).
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¹ - Na grafia vigente da época, a palavra Catarinense, era escrita com TH, ficando 'Catharinense'.
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